segunda-feira, 10 de outubro de 2011

EVOLUÇÃO da CARREIRA: destino ou escolha?

Colaboração: Ério Nascimento*

              Na minha trajetória profissional e acadêmica, tenho convivido com profissionais com importantes contribuições para as empresas em que trabalham, participando ativamente na execução das suas atividades e no desenvolvimento de projetos complexos.
Muitos destes profissionais têm demonstrado relevante competência, eficiência e comprometimento no planejamento, execução e controle sobre as suas áreas de gestão, com eficaz gerenciamento de recursos e objetivos que a eles são disponibilizados e cobrados pelas empresas.
            A questão que constantemente eu tenho colocado como reflexão é a de que estes mesmos profissionais não apresentam os mesmos resultados em relação aos seus projetos pessoais, adotando uma postura reativa e até mesmo descompromissada para o estabelecimento dos seus objetivos, com o planejamento e controle de ações que suportem o seu crescimento profissional, independente das iniciativas e desejos das empresas em que trabalham.
            Em oportunidades que estou envolvido em entrevistar executivos com 10 anos ou mais de experiência, uma das perguntas que freqüentemente eu faço é como as suas ações de capacitação ocorreram, de que forma eles buscaram por conta própria suprir algum conhecimento ou habilidade que necessitavam independente do programado pelas empresas em que atuavam.
            Atualmente eu já não me surpreendo mais com as dificuldades que alguns profissionais têm para contarem o que realmente fizeram por conta própria ou relatarem situações em que se anteciparam a sua chefia e propuseram participar de um curso, visitar outras empresas, envolver-se em projetos que estavam acontecendo em outras áreas da empresa.
            Em sala de aula, especificamente nos programas de pós-graduação em que muitos participantes enquadram-se no perfil de profissionais com mais de 10 anos de experiência, tenho perguntado a eles sobre quem tem em uma página, ou no máximo em duas, os seus objetivos para os próximos dois anos, sustentados com o mínimo de ações e estimativas de prazos que nortearão o gerenciamento da sua carreira e a conseqüente maior assertividade no alcance dos seus projetos profissionais e pessoais.
            Infelizmente as respostas não são ao nível das que eu recebo quando pergunto sobre o planejamento das suas áreas de responsabilidade nas empresas onde atuam ou de projetos que estejam coordenando.
            Hoje eu tenho a convicção de que não é por falta de conhecimento e experiência em planejar, coordenar e controlar um projeto, mas com certeza é a falta de uma atitude mais responsável consigo mesmo.
Se você entende que estas afirmativas são corretas, se você compartilha das mesmas idéias, provavelmente você encara o gerenciamento da sua carreira como uma escolha e não como um destino que de forma aleatória está sendo construído por alguém ou empresas, sem a sua análise, entendimento e comprometimento pessoal.

* Professor em programas de Pós-graduação da ESPM Sul
  Sócio consultor da NR Consultoria Empresarial
  Mestre em Administração - PUCRJ



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