quarta-feira, 18 de maio de 2011

Orçamento empresarial - uma ferramenta de gestão.

A velocidade com que o mercado e as organizações vêm se desenvolvendo após a abertura das fronteiras mercadológicas, acabou por gerar uma necessidade de qualificação da gestão em todas as suas áreas.
Os processos de gestão estão assumindo cada vez mais espaço dentro das empresas, principalmente no que diz respeito a necessidade de se estabelecer planejamentos que unam a estratégia empresarial, aos resultados financeiros capazes de propiciar a manutenção, evolução e a perpetuidade das organizações.
Diante deste contexto, muitas organizações buscam ferramentas capazes de gerar informações para a tomada de decisão, tanto para as ações do presente, mas principalmente para vislumbrar o futuro.
O orçamento é o instrumento capaz de propiciar a descrição de todo o plano geral de operações e/ou de capital de uma empresa, orientado por objetivos e metas propostos pela administração da empresa para um determinado período.
Portanto, o orçamento, independente da metodologia adotada, tem um papel fundamental dentro do contexto de planejamento, pois transforma os objetivos em metas claras, unindo toda a organização, possibilitando a mensuração periódica, facilitando assim as tomadas de decisão.
Acontece, porém, que aquelas organizações que ainda não possuem um orçamento devidamente estruturado, normalmente tem grande dificuldades para definir um modelo, ou se o define, faz com base em experiências de outras empresas, utilizando-se muitas vezes os mesmos processos de elaboração.
Este processo de “cópia” de uma estrutura já adotada, mesmo com adaptações, pode trazer alguns impactos negativos na gestão, principalmente por não considerar as características próprias da cultura da organização, e com isto gerar reflexos tais como:
* Criar nos administradores, a sensação de que a ferramenta não cumpre o papel de planejamento, execução e controle;
* Não contemplar todos os detalhes da operação;
*  Gerar informações distorcidas e afetar a tomada de decisão no futuro;
* Gerar cobranças por resultados que não se refletem a realidade da organização;
* Propiciar uma avaliação equivocada quanto ao trabalho de gestores.
Com isto, sempre se sugere que um primeiro orçamento seja, acima de tudo, um grande exercício de reconhecimento do negócio, identificando que tipo de visão a empresa vai querer gerar de seus resultados, como deverão ser interpretados seus dados, e fundamentalmente quem serão os efetivos gestores dos resultados.
Pense nisto!!!!
Até a próxima!!!

Um comentário:

  1. Primeiramente, quero parabenizá-lo pelo blog porque acredito que quanto mais houver trocas de informações e experiências maior será às perspectivas de crescimento nas áreas interessadas. Propiciamente, o teu texto é muito pertinente e relevante para nós brasileiros que, infelizmente, não temos uma "cultura administracional" em planejamento. Acredito que o planejamento é uma das ferramentas que fazem a diferença para formatar um orçamento viável. Por isso, obrigado pela criação desse blog...acho que você vai nos fazer pensar muito em pequenos detalhes que irão construir grandes projetos.

    ALEXSANDRO FLORES DA SILVA

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